Notice: Function _load_textdomain_just_in_time was called incorrectly. Translation loading for the bdthemes-element-pack domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /var/www/vhosts/clubebet.com/sitesdeapostasdesportivas.com/wp-includes/functions.php on line 6121
Vigilância na reposição de bola entre sugestões para subir tempo útil no futebol – Sites de Apostas Desportivas

Vigilância na reposição de bola entre sugestões para subir tempo útil no futebol

A vigilância na reposição de bola surge entre as sugestões deixadas hoje pelo antigo árbitro Pedro Henriques, o treinador Ivo Vieira e o futebolista Andreas Samaris para subir o tempo útil de jogo, na cimeira Thinking Football, no Porto.

“A [medida] mais lógica de todas é o tempo útil. Se há 45 ou 50 minutos em cada parte, tens de pôr 30 de tempo útil. No futebol, nenhum árbitro conta esses seis segundos na reposição do guarda-redes. Muitas vezes, a média é de 14 segundos. Se fizéssemos a contagem pública, toda a gente ia despachar a bola dentro dos seis segundos”, ilustrou Pedro Henriques, no debate intitulado “Como podemos melhorar o tempo útil de jogo?”.

Calculando uma “perda de mais oito segundos” entre “60 eventos por jogo, num total de “oito minutos de tempo útil”, o ex-árbitro, de 57 anos, propôs ainda incluir “substituições volantes e lançamentos laterais com o pé”, além de “acabar com o banco suplementar”.

Já Ivo Vieira, que recentemente deixou o comando do Gil Vicente, da I Liga, insistiu na revisão dos seis segundos de reposição do esférico destinados aos guarda-redes para solicitar “coragem aos árbitros” no “cumprimento das regras e na tomada de decisões”.

“Quando o juiz principal exibe cartão amarelo, deveria ser o quarto árbitro a apontá-lo. As bolas deviam ter uma localização fixa ao redor do relvado para que o jogador saiba que dispõe de uma a poucos metros para acelerar o jogo”, frisou o madeirense, acreditando que o anti-jogo “não é estratégia, mas uma forma enganadora de conquistar as coisas”.

Confrontado com “uma discussão estrutural”, que se relaciona “com formação, cultura e sociedade”, o técnico, de 46 anos, assenta a “tendência” dos seus colegas de profissão em “perder muito tempo” com o “receio de ficarem sem trabalho num setor “resultadista”.

“Se não houver bons espetáculos, não há quem compre bilhete e vá aos estádios. Sendo uma questão muito profunda, já se perdeu muitos anos neste processo e quem é visado são os intervenientes. Gostaria de mudar muita coisa, mas temos de ser todos”, alertou.

A solução “está nas mãos de treinadores e jogadores”, nota o médio internacional grego Andreas Samaris, que pede “mais ordem nos bancos”, bem como a hipótese de outros membros da equipa de arbitragem admoestarem os restantes intervenientes da partida.

“Um atleta pode sentir em campo que o jogo não está a correr bem e fingir uma lesão. Já apanhei treinadores adversários a mandarem a dica aos seus jogadores para se atirarem para o chão. Ultimamente, isso está melhor, porque há técnicos mais novos, que querem mostrar trabalho e colocar as equipas a praticarem bom futebol. Estamos todos nisto”, testemunhou o médio do Rio Ave, também do escalão principal, que alinhou no Benfica.

O jogador, de 33 anos, ressalvou que “ninguém é inocente” na avaliação da I Liga como um dos campeonatos europeus com menor tempo útil de jogo, cuja média anda nos 57 minutos e nove segundos, de acordo com um estudo do Observatório do Futebol (CIES).

“Quando há tantas faltas marcadas, alguns são levados a caírem nisso, pois pensam que o mais provável é o árbitro assinalá-las. Temos de ajudar os árbitros, se queremos maior qualidade no seu trabalho. Ao metermos mais pressão, é mais provável que mais erros aconteçam. Também fui culpado nisso e não percebia bem qual era o papel deles, mas a experiência educou-me. Os miúdos podem ser educados para não precisarem de chegar aos 30 anos para perceber aquilo que é melhor para o jogo”, finalizou Samaris

A conferência Thinking Football decorreu de sexta-feira até hoje, no Pavilhão Rosa Mota, no Porto, sob inédita organização da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).

Artigos Relacionados