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Histórias dos Mundiais. Em 2006 esperava-se tudo do Portugal-Holanda menos isto: 16 amarelos e quatro vermelhos – Sites de Apostas Desportivas

Histórias dos Mundiais. Em 2006 esperava-se tudo do Portugal-Holanda menos isto: 16 amarelos e quatro vermelhos

Numa altura em que Portugal se debate com quatro jogadores em risco de serem suspensos no Mundial2022, por acumulação de amarelos – são eles Bruno Fernandes, Rúben Dias, João Félix e Rúben Neves –, porque não recordar aquele que ficou para a história como o jogo com mais cartões de sempre em Campeonatos do Mundo?

Nuremberga, 25 de junho de 2006. Portugal e Holanda defrontavam-se pela primeira vez numa fase final de um Mundial, em jogo a contar para os oitavos de final. Esperava-se um jogo bem disputado, tendo em conta o estilo de futebol de ambas as equipas, mas nunca a batalha que levaria o árbitro Valentin Ivanov a exibir 16 amarelos, oito para cada lado, e quatro vermelhos, dois deles para a Seleção Nacional. Eis a infame “Batalha de Nuremberga”.

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Do lado português foram expulsos Costinha e Deco, enquanto Ricardo, Nuno Valente, Maniche, Figo e Petit viram amarelo. Boulahrouz e Van Bronckhorst saíram mais cedo de campo na seleção neerlandesa e Mark van Bommel, Sneijder e Rafael van der Vaart foram admoestados com o amarelo. Golos, apenas um. Maniche, aos 23 minutos, decidiu o jogo com um golaço (já tinha marcado de forma espetacular à ‘laranja mecânica’ no Euro2004) e Portugal avançou para os quartos de final, em que viria a defrontar (e vencer) a Inglaterra.

O árbitro russo Valentin Ivanov mostrou não estar à altura da ocasião. Logo nos primeiros minutos, Cristiano Ronaldo, na altura com 21 anos, foi a primeira vítima de um jogo a roçar a violência, tendo recebido duas entradas muito duras, primeiro de Mark van Bommel e depois de Khalid Boulahrouz, esta última bem merecedora de vermelho direto (já tinha um amarelo). O avançado luso teve mesmo de ser substituído, aos 34 minutos, o que não ajudou a serenar os ânimos.

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Até ao fim, portugueses e holandeses digladiaram-se com uma intensidade nunca antes vista, entre pontapés, empurrões, tentativas de agressão e protestos. Costinha foi a primeira baixa do encontro, ainda antes do intervalo, ao ver o segundo amarelo por mão na bola, num lance escusado do médio.

Na segunda parte, Figo tentou dar uma cabeçada a Mark van Bommel, mas viu o segundo amarelo ser-lhe perdoado, enquanto Deco escapou à expulsão com uma entrada duríssima em que apenas tentou atingir as pernas de Heitinga. O luso-brasileiro não teve a mesma sorte quando faltavam 10 minutos para os 90, por segurar a bola quando a Holanda tentava reiniciar a partida. Pelo meio, Boulahrouz também viu o vermelho após atingir Figo com uma cotovelada, e Giovanni van Bronckhorst, já nos descontos, deixou os neerlandeses reduzidos a nove – e o encontro reduzido a 18 jogadores até ao apito final.

Num duelo histórico, mas pelos piores motivos, fica a imagem de Deco e Van Bronckhorst, na altura colegas de equipa no Barcelona, sentados lado a lado, depois da expulsão, enquanto a “Batalha de Nuremberga” decorria no relvado.

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