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Análise: Águia imperial voa tranquila pelos Açores – Sites de Apostas Desportivas

Análise: Águia imperial voa tranquila pelos Açores

O Benfica foi este sábado aos Açores vencer o Santa Clara por 0-3 em partida relativa à 17ª jornada da primeira liga, a última da primeira volta. Aos golos de Frederik Aursnes e Gonçalo Ramos na segunda parte juntou-se o do regressado Gonçalo Guedes para fazer o resultado final de um jogo que esteve praticamente sempre sob controlo da equipa da Luz.

Um estreante e um cliente habitual

Para o jogo diante do Santa Clara, o treinador Roger Schmidt viu-se obrigado a fazer duas alterações relativamente ao onze que entrou diante do Sporting na ronda anterior. Com efeito, o castigado Otamendi e o lesionado Rafa deram lugar a Morato e Julian Draxler, respetivamente.

Já Jorge Simão apenas teve de mexer na lateral direita, fazendo entrar Diogo Calila em detrimento de Pierre Sagna, habitual titular mas a cumprir castigo devido à expulsão na jornada transata diante do Portimonense.

A equipa da Luz entrou dominante no jogo, não dando quaisquer veleidades ofensivas a um Santa Clara que se mostrava pressionante e intenso nos duelos individuais. Contudo a equipa de Roger Schmidt cedo encontrou o caminho para a baliza açoriana, explorando mormente o corredor esquerdo através de Grimaldo.

O espanhol participou no lance do primeiro golo que surgiu logo aos 9 minutos; bom desenho do ataque encarnado e Enzo Fernández a surgir na esquerda, após passe de Grimaldo, e a cruzar com conta, peso e medida para a cabeça de Aursnes que, sem oposição, fez o primeiro da partida, e o seu primeiro golo no campeonato.

O mais difícil estava feito e os forasteiros partiram em busca de mais. Apresentando uma clara superioridade numérica no meio campo, graças às movimentações de Aursnes e João Mário para o miolo, o Benfica controlava por completo as operações.

Foi por isso sem surpresa que os adeptos benfiquistas voltaram a festejar; 16 minutos e Enzo Fernández a rasgar a defesa açoriana com um passe para Grimaldo que cruzou para a pequena área onde surgiu Gonçalo Ramos a desviar para o 0-2; foi o 12º golo do internacional português, o melhor marcador do campeonato nacional até ao momento.

Os minutos passavam e os açorianos não encontravam antídoto para o jogo do Benfica; Bruno Almeida pressionava lá à frente juntamente com Babi, e deixava o meio-campo do Santa Clara, composto apenas por Misao e Firmino, entregue à própria sorte. Todavia, do único laivo ofensivo da equipa da casa surgiu uma boa oportunidade de golo; Gabriel Silva, um dos melhores do Santa Clara ao longo do jogo, foi lançado na direita e rematou cruzado com a bola a passar perto do poste da baliza de Vlachodimos.

Mas não passou disso mesmo, de um laivo, já que rapidamente o Benfica retomou o controlo das operações e ficou a dever alguns golos até ao intervalo. No primeiro minuto da compensação, Gonçalo Ramos teve duas oportunidades flagrantes: na primeira permitiu uma boa defesa a Gabriel Batista, na segunda teve a baliza à mercê após ultrapassar o guardião brasileiro, mas o ângulo já era apertado e o avançado não conseguiu concluir da melhor forma. Ao intervalo a única dúvida que parecia surgir estava ligada unicamente ao número de golos pelos quais os encarnados iriam vencer.

Um regresso de sucesso

Com dois golos de vantagem e o jogo aparentemente controlado, o Benfica tirou o pé do acelerador e começou a tentar gerir a partida. Tal permitiu ao Santa Clara ter mais bola e chegar mais perto da área encarnada; guiados por Gabriel Silva e Ricardinho, este último entrado ainda na primeira parte, os ‘bravos açorianos’ procuraram justificar o epíteto e deram uma imagem diferente daquela deixada na primeira parte.

Perante o aparente relaxamento da sua equipa, Roger Schmidt resolveu fazer três alterações de uma vez, fazendo entrar Neres, Chiquinho e Gonçalo Guedes, que voltava a vestir a camisola do Benfica seis anos depois.

Mesmo perante as mudanças no adversário, os comandados de Jorge Simão continuavam a tentar fazer pela vida e tiveram mesmo uma oportunidade flagrante de golo à passagem do minuto 68; um erro de António Silva deixou a bola nos pés de Gabriel Silva que rematou para a baliza onde estava o mesmo central português a redimir-se do erro e a evitar um golo que parecia certo e que poderia relançar o encontro.

O ímpeto açoriano foi travado de sobremaneira com a saída forçada de Ricardinho devido a lesão; o Santa Clara perdia o seu principal impulsionador ofensivo. Do outro lado o Benfica voltava a subir a intensidade e a procurar a baliza adversária; aos 76 minutos David Neres falhou o remate já dentro da área, desperdiçando uma excelente oportunidade para matar a partida em definitivo.

Contudo, quis o destino que esse papel fosse entregue ao ‘filho pródigo’ que a casa tornou há poucos dias. Aos 80 minutos Gonçalo Guedes recebeu de Enzo (mais uma assistência), fletiu para o centro e rematou cruzado com a bola ainda a sofrer um desvio em Paulo Henrique e a enganar Gabriel Batista.

Jogo terminado e vencedor encontrado; até final a equipa da Luz foi gerindo o esforço, mas sem nunca descurar a procura de novo golo, algo que esteve perto de acontecer por mais uma ou duas ocasiões até ao apito final de Fábio Veríssimo.

Com este triunfo, o Benfica mantém a diferença pontual relativamente aos mais diretos adversários no final da primeira volta do campeonato. Já o Santa Clara permanece em zona de ‘playoff’, e pode ver alguns dos diretos adversários se afastarem um pouco mais na luta pela manutenção.

O momento da partida: Melhor regresso era impossível

Estávamos a entrar nos últimos minutos da partida e, apesar do aparente domínio da partida por parte dos encarnados, o resultado de 0-2 poderia dar aso a que, num lance fortuito, o Santa Clara pudesse reduzir e relançar a partida. Para resolver e esclarecer em definitivo as dúvidas, Gonçalo Guedes pegou na bola pela esquerda após passe de Enzo, foi para o meio e fez o golo que pelo qual todos os adeptos do Benfica no Estádio de S.Miguel esperavam, e que foi sem dúvida o mais festejado.

O melhor: Muito mais que um goleador

Que Gonçalo Ramos marca golos já todos nós sabemos, contudo o que o distingue de muitos outros goleadores é o seu intenso trabalho defensivo. Para além de ter marcado o segundo golo do Benfica, o internacional português foi absolutamente incansável quando se tratou de pressionar e reagir à perda da bola. Cada vez mais o trabalho de um avançado vai muito além de marcar golos e Gonçalo Ramos percebe e aplica essa nova realidade como ninguém.

O pior: Miolo engolido por águia esfomeada

Grande parte do sucesso do Benfica no jogo residiu na forma como a equipa de Roger Schmidt controlou por completo o meio-campo. Perante três, e às vezes quatro elementos adversários, Kento Misao e Adriano Firmino foram presa fácil para as águias, tendo sido totalmente engolidos pelas movimentações e dinâmicas ofensivas do adversário e incapazes de libertar o Santa Clara do colete de forças onde se viram desde cedo.

Reações: Jorge Simão fala em resultado pesado, Schmidt gostou da primeira parte

Jorge Simão e Paulo Henrique concordam que o resultado é demasiado castigador para o Santa Clara

Roger Schmidt agradado com a primeira parte; Gonçalo Guedes feliz com o golo marcado no regresso

Veja o resumo do jogo

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