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Cromos da História dos Mundiais: ‘El Pibe’ Diego Maradona, o génio da Mão de Deus e do ‘golo dos golos’ dos Campeonatos do Mundo – Sites de Apostas Desportivas

Cromos da História dos Mundiais: ‘El Pibe’ Diego Maradona, o génio da Mão de Deus e do ‘golo dos golos’ dos Campeonatos do Mundo

Data de Nascimento: 30/10/1960 (faleceu a 25/1/2020)

Nacionalidade: Argentina

Presenças em Mundiais: 4 (1982, 1986, 1990, 1994)

Jogos em Mundiais: 21

Golos em Mundiais: 8

Títulos em Mundiais: 1 (1986)

“Barrilete cósmico…de qué planeta viniste para dejar en el camino a tanto inglés? Para que el país sea un puño apretado, gritando por Argentina!”. As palavras com que o jornalista Víctor Hugo Morales relatou o mítico golo de Diego Armando Maradona contra a Inglaterra no Mundial 1986 (o segundo, depois do outro, também genial mas…menos legal) ficaram para eternidade e ainda arrepiam quem as escuta.

Aquele foi, para muitos, não só pela sua beleza mas também pelo seu significado, o melhor golo de sempre dos Mundiais de futebol e chegaria, só por si, para fazer de Dieguito, ‘El Pibe’, um dos maiores Cromos da História dos Mundiais. Mas Maradona foi muito mais do que isso. A sua genialidade andou sempre de mãos dadas com as polémicas, mas o seu legado perdurará para sempre, idolatrado nos quatro cantos do mundo.

Das ruas de Buenos Aires a Deus dos argentinos

Diego Armando Maradona Franco nasceu na cidade de Lanús, na província de Buenos Aires, em outubro de 1960. O quinto de oito irmãos, teve uma infância extremamente pobre. O contacto com o futebol deu-se desde muito novo e aos nove anos ingressou nas camadas jovens Argentinos Juniors, na altura um pequeno clube de Buenos Aires. Era o início de uma carreira lendária daquele que se tornaria num dos melhores – para alguns o melhor – futebolista de todos os tempos.

No Argentinos Juniors, pelos ‘Cebollitas’, como era chamada a equipa infantil do clube, Maradona teve desde logo um enorme sucesso, com a sua formação a somar uns incríveis 136 jogos sem conhecer o sabor da derrota. Maradona dava que falar e, em 1971, um dos maiores jornais argentinos, o ‘Clarín’, já o anunciava como um grande craque. Os seus inacreditáveis dribles e remates com o pé esquerdo atraíam multidões.

A estreia como jogador profissional aconteceu ainda no Argentinos Juniors, no dia 20 de outubro de 1976. Tinha apenas 15 anos. O primeiro golo como profissional chegou menos de um mês depois. Em 1978, com 17 anos, era já a estrela maior do clube, tendo sido várias vezes o melhor marcador do campeonato argentino. A primeira desilusão, porém, chegou quando ficou de fora dos convocados para o Mundial 1978, que a Argentina viria a conquistar em casa.

Respondeu dentro de campo, brilhando a grande altura no Campeonato do Mundo de sub-20 do ano seguinte, que a Argentina conquistou, com Maradona a marcar em todos os jogos da caminhada rumo ao título.

Em 1981 transferiu-se para o gigante Boca Juniors, onde só esteve um ano. Dias antes de jogar Mundial de 1982, Maradona foi vendido ao Barcelona, iniciando a sua trajetória no futebol europeu. Não teve, contudo, entre marcações duras dos adversários, uma lesão e alguns atos de indisciplina, o sucesso que se esperava na Catalunha e foi vendido ao Nápoles.

Aí sim, no clube do sul de Itália, Maradona iria ascender em definitivo ao topo dos topos, passando a ser visto como um autêntico Deus quer pelos napolitanos, quer pelos argentinos. Em oito anos no Nápoles levou aquele emblema a um sucesso sem precedentes, com a conquista de dois títulos de campeão de Itália e de uma Taça UEFA, entre outros troféus. Pelo meio veio o sucesso maior pela seleção da Argentina e o tão desejado título Mundial e, claro, muitas polémicas, com controlos antidoping positivos e até ligações à máfia.

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A mão de Deus, o mundo a seus pés em 1986 e o sonho não cumprido de voltar a beijar a ‘sua amiga’

Apesar de muitos argentinos exigirem a convocatória de ‘El Pibe de oro’, então com apenas 17 anos, Maradona não foi chamado pelo selecionador César Luis Menotti para estar no Mundial de 1978, na Argentina, e nunca escondeu a mágoa por não ter feito parte da seleção que conquistou o primeiro título mundial para o seu país.

Maradona estreou-se, assim, em Campeonatos do Mundo em 1982, em Espanha, com a Argentina a defender o título. A reputação de ‘Dieguito’ era já muita mesmo além-fronteiras e os olhos estavam postos sobre si. Os olhos e a marcação serrada dos defesas contrários. No primeiro jogo, contra a Bélgica, Maradona foi derrubado em falta por inúmeras vezes, sofrendo várias entradas violentas, e os belgas acabaram por vencer por 1–0.

Maradona e a Argentina reagiram da melhor forma e venceram a Hungria por 4-1, com o astro a marcar os seus dois primeiros golos em fases finais de Mundiais. Depois, novo triunfo sobre El Salvador selou a passagem à segunda fase.

Aí o adversário seguinte foi a Itália – que haveria de se sagrar campeã – e Maradona foi alvo de uma marcação impiedosa por parte do defesa transalpino Claudio Gentile, que recorrendo várias vezes à falta conseguiu travar a estrela argentina, com a Itália a vencer por 2-1. E, no jogo seguinte, o adversário foi o eterno rival Brasil. A Argentina sofreu nova derrota, viu-se eliminada e Maradona acabou expulso nesse encontro.

Mas o Mundial seguinte, o de 1986, seria ‘o seu Mundial’. Aí, no México, Maradona ficaria com o mundo a seus pés e ganharia em definitivo o estatuto de ‘Deus’.

A estratégia para travarem Maradona parecia destinada a ser a mesma de 1982, com o ‘camisola 10’ da Argentina alvo de uma marcação serrada e de entradas muito duras contra a Coreia do Sul. Os argentinos, porém, venceram por 3-1, com três assistências de ‘El Pibe’, e no jogo seguinte empataram 1-1 com a Itália com um golo de Maradona. No terceiro jogo, vitória por 2-0 sobre a Bulgária e mais uma assistência de Maradona.

Seguiu-se um triunfo suado, por 1-0, sobre o Uruguai nos oitavos de final e, depois, nos quartos de final, o jogo com a Inglaterra que marcaria para sempre a carreira de Diego Armando Maradona. Num embate que, além de tudo o resto, trazia consigo uma enorme carga política – fruto da Guerra das Malvinas que envolvera as duas nações – o primeiro tempo terminou sem golos. No início do segundo, a mítica ‘Mão de Deus’: um defesa inglês tentou atrasar a bola para o seu guarda-redes, Peter Shilton, Maradona tentou chegar lá e, com o punho cerrado, tocou o esférico por cima do guardião, colocando-o no fundo das redes. Os ingleses bem protestaram, mas o árbitro tunisino Ali bin Nasser validou o lance.

Novo golo de Maradona, tão ou mais mítico, não tardaria. AQUELE golo, o tal relatado daquela forma por Víctor Hugo Morales. Ficaria conhecido como ‘O Golo do Século’. De costas para o meio-campo da Inglaterra, Maradona recebeu a bola com três adversários à volta, girou em sentido contrário e arrancou em direção à grande área contrária, deixando para trás um e mais outro e todos os ingleses que se lhe cruzaram pelo caminho antes de tocar a bola para o fundo da baliza. A Argentina acabaria por vencer por 2-1 e seguir em frente.

Nas meias-finais, Maradona desforrou-se da Bélgica – que tanto o massacrara quatro anos antes – e marcou os dois golos do triunfo por 2-0 que colocou a Argentina na final. Uma final – ante a Alemanha – em que Maradona não marcou, mas fez uma assistência. Os argentinos venceram por 3-2 e Maradona pôde, enfim, erguer e beijar o troféu de campeão do mundo.

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Um troféu que quis voltar a beijar em 1990. Só que esse Mundial não começou a correr bem. A defender o título, a Argentina começou por se ver surpreendentemente derrotada pelos Camarões. Uma vitória sobre a URSS e um empate 1-1 com a Roménia (com uma assistência de Maradona) permitiram, ainda assim, a passagem aos oitavos-de-final, onde Maradona fez a assistência para o golo da vitória por 1-0 sobre o Brasil. Nos quartos-de-final a vitória foi sobre a Jugoslávia, no desempate por penáltis (Maradona até falhou o seu penálti) e nas meias-finais o triunfo voltou a chegar nas grandes penalidades, diante da anfitriã Itália. A final voltou a ser com a Alemanha, mas desta vez os germânicos levaram a melhor, ficando na memória as lágrimas de Maradona ao passar junto da Taça de campeão do mundo sem a poder, desta feita, erguer.

Talvez por isso, pelo sonho de erguer e beijar novamente aquele troféu, regressou no Mundial 1994. Já com peso a mais e depois de uma primeira suspensão (de 15 meses) por doping. A Argentina esteve em maus lençóis para se apurar e Maradona foi chamado ‘à última hora’ para ajudar a garantir o apuramento.

De forma quase milagrosa, Maradona surgiu na fase final desse Mundial, nos EUA, em grande (e com menos 15 quilos) marcando um golaço contra a Grécia. Um golo que festejou de forma efusiva. Um festejo que ficaria para sempre gravado na história, com os olhos esbugalhados para uma câmara. Brilhou também no jogo seguinte, com a Nigéria, fazendo uma assistência. Só que, no final dessa partida, foi levado ao controlo antidoping e acusou efedrina, droga que, além de ser usada para emagrecer, servia também de estimulante. Era o fim – inglório – da história de Maradona em Campeonatos do Mundo.

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E depois dos Mundiais? Polémicas, droga, doenças e reconhecimento eterno

O adeus ao Mundial 1994 ditou o ‘início do fim’ definitivo da carreira de Maradona. Retirou-se dos relvados com 37 anos, depois de 692 partidas e 358 golos. Debateu-se, depois, com vários problemas de saúde, tendo estado entre a vida e a morte por várias ocasiões, também muito por culpa do consumo de drogas, apesar das várias tentativas de reabilitação.

Entre recuperações miraculosas e recaídas quase fatais, chegou mesmo a orientar a Argentina na fase de qualificação para o Mundial de 2010, garantindo o apuramento no último jogo. Nesse Campeonato do Mundo, com Messi às suas ordens, a Argentina chegou aos quartos de final, mas acabou eliminada pela Alemanha com uma pesada derrota por 4-0.

Maradona acabou por falecer em novembro de 2020, com 60 anos de idade, vítima de uma paragem cardiorrespiratória. Após a sua morte os tributos vieram dos quatro cantos do mundo, com Maradona a ser recordado para sempre com uma das lendas da história do futebol.

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